To de volta, depois de alguns dias sem aparecer por aqui.
Bem, hoje vou escrever sobre outra coisa que está me irritando a alguns dias. Não gosto de falar de política, mas vou ter que abordar o assunto.
Não é exatamente a política que me irrita, quero dizer, ela me irrita ao extremo, mas não é ela o motivo da minha irritação que levou a escrever hoje.
Ok, vamos lá então.
Ultimamente tenho visto muitas pessoas querendo que você se adapte às crenças delas, mesmo você não seguindo a mesma crença.
Este pensamento de "eu sigo a verdade e todo o resto é mentira" é insuportável. Não é por que você acha que uma coisa é verdade, é correta, que isso se aplica a outras pessoas.
Você não pode obrigar uma pessoa e viver da forma que você acha correta. Neste caso estou falando específicamente de religiões e afins.
Se você acha que a sua religião é o "way of life" correto, ok, siga isto e seja feliz. Mas em momento algum você tem o direito de interferir na vida de pessoas que não vivem como você.
Aí a gente entra no assunto política, a bancada evangélica está tentando enfiar projetos de lei com cunho homofóbico.
Primeiro, o termo bancada evangélica, já é por si só uma idiotice. Ou é política ou é religião. Misturar os dois é um passo ao enforcamento de idéias contrárias, como se vê em países onde a teocracia impera.
Segundo, se a sua crença acha homossexualidade uma abominação, ok, não seja homossexual, mas criar um projeto de lei que prevê o "tratamento visando a cura homossexual" é no mínimo preconceituoso e antiético, se vivemos em um estado laico, leis com bases religiosas não deveriam ser criadas.
Das poucas (e boas) pessoas que leêm meu blog, quantas aqui já viram alguém "morrer de homossexualismo"?
Espera aí, deixa eu refazer minha pergunta.
Quantas pessoas já viram alguém morrer de homossexualidade, excluindo os homossexuais que morrem assassinados por pessoas e/ou governos intolerantes mundo à fora?
Pois é, homossexuais morrem por causa da intolerância. Homossexualidade não é doença para ser tratada.
O que deveria ser tratado como doença é a "acefalia político-religiosa", que é quando um indivíduo desprovido de cabeça, com um cargo político se acha no direito de "enfiar" suas crenças goela abaixo das pessoas que nada tem a ver com ela.