terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Escolhendo os jogadores da sua pelada...

Ultimamente tenho pensado muito sobre fatores religiosos, tenho pensado em muita coisa mesmo, mas não escrevo muito aqui, por motivos que em breve vou tentar explicar direito.

Mas uma das coisas que tem tomado meu tempo de pensamento e que tem me irritado é a coisa de querer "puxar a sardinha pro seu lado".

Ultimamente, ateus e católicos tem discutido qual era a visão religiosa de pessoas importantes na história tentado puxar ela para o seu lado.

Sabe quando vamos jogar bola e temos que escolher quem vai jogar com a gente? Está mais ou menos assim.

Os mais discutidos são Einstein e Hitler.

Todos querem Einstein e ninguém quer Hitler na sua pelada.

Eu particularmente, acho que existem coisas mais importantes para serem discutidas, mas mesmo assim vou dar a minha opinião.

Em relação a Einstein, em diversos textos atribuídos a ele, ele cita deus, isto não é novidade, mas da mesma forma que cita deus ele mesmo já escreveu que sua visão de deus não é a mesma da grande maioria, para ele existia sim um deus, mas não um deus pessoal, daqueles que fica observando tudo que se passa aqui na terra.

Para ele deus seria um conjunto de leis naturais que regem o universo, para ele deus era a gravidade, a física entre outras forças que não vemos, mas sabemos como elas atuam.

Ou seja, ele acreditava em um deus, não pode ser considerado ateu. Mas acreditava em um deus diferente, logo não pode ser considerado católico.

Em relação a Hitler, em seu livro "Mein Kampf", Hitler cita deus e sua fé. Seus encontros com a alta cúpula da igreja católica da Alemanha foi retratada diversas vezes por fotógrafos da época. Sem contar que os soldados da SS utilizavam fivelas com a frase "Gott mit uns",  que significa, deus está conosco. Sua ligação com a Igreja é impossível de se negar.

Sendo que, existem estudos que mostram que em suas conversas mais intimas, com seus homens de confiança, Hitler se declarava ateu (estou pesquisando a respeito, mas ainda não achei provas sobre isso).

Mas o fato é o seguinte, uma coisa que não se pode negar é a inteligencia e a capacidade de convencer as pessoas que o rodeavam.

Eu acredito que Hitler, acreditando ou não em deus, soube usar muito bem o domínio que a igreja exercia sobre os cidadãos para agregar mais pessoas á sua causa.

Então, se em seu livro ele fala que acredita em Deus, ele não pode ser considerado ateu, se ele usou da igreja para cometer todas as suas atrocidades, ele não pode ser considerado católico.

Por mim, nós deixariamos os dois de fora da pelada, põe os caras de gandula e vamos nos preocupar com outras coisas ok?

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